Relatório de Contribuição – Sprint 0
Disciplina: Gestão de Configuração e Evolução de Software
Equipe: KDE Linux
Comunidade/Projeto de Software Livre: KDE Linux
Período da Sprint: 13/04/2026 - 19/04/2026
1. Objetivos da Sprint
- [x] Organização da equipe (repositório GitHub).
- [x] Mapeamento das políticas de GCES do projeto.
- [x] Configuração do ambiente local (Instalação do KDE Linux em VM) e documentação dos aprendizados.
2. Entregas Coletivas
| Integrante | Contribuições |
|---|---|
| Caio Lamego | Criação do repositório da disciplina, mapeamento das políticas de contribuição no KDE Invent, mapeamento de Issues Newcomer e documentação de integração (Matrix) e VM. |
| João Capozzi | Configuração nativa de ambiente local no Linux (Manjaro) usando QEMU via virt-manager, configuração de firmware UEFI e boot direto via arquivo .raw. |
| João Pedro | Configuração de ambiente local no Windows utilizando VirtualBox, incluindo a conversão de formato de disco (.raw para .vmdk) via VBoxManage e ativação de EFI para o boot. |
| Victório Lázaro | Setup avançado de VM isolada (Ubuntu) com Virtual Machine Manager e VirtioFS para compartilhar o repositório local e buildar a imagem sem quebrar dependências do host (BTRFS). Pedido de atribuição em issue Newcomer. |
| Renan Lacerda | Preparar infraestrutura local isolada e segura para compilar o sistema operacional KDE Linux. Criação e particionamento manual de VM (QEMU/KVM) com Ubuntu Server e sistema de arquivos nativo Btrfs para realizar build local. |
| Diego Carlito | Setup de build local via Virt-Manager. Resolução de gargalos de espaço e BTRFS do Docker para gerar e validar a imagem customizada do sistema. |
| Felipe Amorim | Leitura dos guias de envolvimento e contribuição KDE, criação de conta no Matrix (salas #new-contributors e KDE Linux), instalação do KDE Linux via VirtualBox (conversão .raw → .vmdk), criação de conta no Invent KDE, fork do repositório e build local da imagem utilizando Podman com driver Btrfs isolado, sem impactar configurações globais do Docker. |
3. Maiores Avanços
- Configuração de Ambiente Multiplataforma: Toda a equipe obteve sucesso em subir o KDE Linux localmente de forma isolada, superando a barreira de virtualização do OS em diferentes ecossistemas: Windows via VirtualBox, Manjaro via QEMU e Ubuntu via Virtual Machine Manager.
- Setup de Build Isolado (VirtioFS): Criação de um ambiente de build por meio de uma VM com driver BTRFS nativo, interligada ao repositório do hospedeiro usando VirtioFS, viabilizando o uso do script
build_docker.shlocalmente. - Mapeamento de Ferramentas e Políticas: A equipe conseguiu mapear com clareza o ecossistema descentralizado do projeto, compreendendo que as submissões de código ocorrem no KDE Invent (via Merge Requests), os bugs ficam no Bugzilla e as regras baseiam-se em pragmatismo e colaboração.
- Integração com a Comunidade: Início do contato com os desenvolvedores oficiais na sala
#new-contributors:kde.org(Matrix). - Build containerizado via Podman com Btrfs isolado: Configuração do driver de storage Btrfs exclusivamente no Podman (
/etc/containers/storage.conf), permitindo o build da imagem sem afetar outros projetos Docker rodando no host. Utilização domkosi.local.confcom espelhos americanos e downloads paralelos para otimizar o processo.
4. Maiores Dificuldades
- Mudança de Paradigma na Arquitetura (Build): O projeto difere drasticamente de aplicações web. Não é possível compilar o código diretamente no terminal do hospedeiro sem afetar os drivers globais (como a exigência de BTRFS para o Docker local). O fluxo delega o build pesado para os pipelines de CI/CD do GitLab, atuando a VM apenas como laboratório.
- Complexidade de Boot e Formatos de Disco: O sistema não distribui uma ISO tradicional. A equipe teve que lidar com a conversão de arquivos
.rawpara.vmdkno VirtualBox e com a montagem nativa no QEMU. - Escassez de Tarefas Iniciais e Upstream Issues: A base do repositório conta com poucas issues adequadas para novatos (tag
Newcomer). Além disso, muitas aparentes melhorias dependem de alterações em repositórios de terceiros (Upstream issues), exigindo extrema cautela na seleção. - Acesso ao homeserver Matrix do KDE: Confusão inicial ao tentar autenticar diretamente no homeserver
kde.orgem vez domatrix.org, bloqueando a entrada nas salas da comunidade. - Instabilidade de conexão durante o build: Perdas de conexão com
archive.archlinux.orgdurante o processo de build exigiram múltiplas tentativas até a conclusão.
5. Lições Aprendidas
- Cultura e Políticas do KDE: Compreendemos os pilares fundamentais da comunidade (pragmatismo e "Be collaborative"). O projeto exige transparência nas interações e uso constante de Merge Requests (MRs) dentro de sua instância do GitLab.
- Conceitos de Virtualização: Adquirimos conhecimento valioso sobre o impacto do EFI/UEFI em sistemas Linux modernos e as diferenças de formatação e compatibilidade entre
.raw,.vmdke.vdi. - Artefatos do build de uma distro Linux moderna: Compreensão do propósito de cada arquivo gerado pelo pipeline de build (
.rawbootável,.efiUKI,.erofsrootfs comprimido, símbolos de debug.tar.zst), aprofundando o entendimento de como distribuições Linux modernas são construídas e distribuídas. - Podman como alternativa ao Docker: Uso do Podman para containerização com escopo de configuração isolado por projeto, evitando conflito com o daemon Docker global ao configurar o driver Btrfs.
6. Planejamento para a Próxima Sprint
- [ ] Escolher e receber a atribuição definitiva (assign) de issues abertas com a tag
Newcomer. - [ ] Acompanhar ativamente discussões da comunidade na rede Matrix.
- [ ] Estudar o codebase específico de cada tarefa e executar as alterações no fork do repositório.
- [ ] Abrir os primeiros Merge Requests (MRs) no KDE Invent.